O Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Xingu 2025 chegou ao fim neste domingo, 29 de junho, consagrando-se como a maior edição da história.
Durante quatro dias de intensa programação, o evento atraiu um público impressionante: foram 195 mil visitas, movimentando R$ 14 milhões em negócios e comercialização de produtos diversos, consolidando-se como um dos maiores eventos de fomento à cadeia produtiva do cacau de todo o Brasil.
Além de atrair moradores da região, o festival recebeu 25 mil turistas vindos de outros municípios e estados, o que potencializou a economia local e reforçou o potencial turístico de Altamira e da Transamazônica.
Arte em chocolate que encantou o público
Um dos momentos mais marcantes do festival foi a criação da escultura de chocolate de 250 quilos e dois metros de altura, construída pela renomada chef chocolatier Tati Benazzi. Ao longo dos quatro dias, o público acompanhou, em tempo real, a construção da peça no ateliê montado no espaço da feira. O tema escolhido foi uma homenagem aos povos originários da Amazônia, representados de forma imponente na escultura.
“Como todas as esculturas, isso aqui foi um grande desafio. Foi muito legal porque ela cresceu diante das pessoas. Usamos 250 quilos de chocolate e o desafio foi deixá-la de pé e com todos os detalhes bem feitos. Eu quis homenagear a cultura mais maravilhosa do nosso país: os indígenas. Essa é uma peça imponente, que as pessoas vieram vir aqui para conferir de perto. O público sentiu até o cheiro do chocolate de longe. Esse é o ateliê mais gostoso da feira”, contou Tati.
Segundo ela, o trabalho foi iniciado no primeiro dia do evento e precisava ser concluído até o domingo. Entre moldagens, detalhes minuciosos como mãos, braços, flexas e adornos, e a interação com o público, a chef destacou que o cansaço foi recompensado pelo carinho e admiração dos visitantes. “Foi um desafio intenso, mas muito prazeroso. A energia que o público transmitiu foi incrível. Estou muito feliz em poder participar de algo tão grandioso”, completou.
Oportunidade de crescimento para os produtores locais
Além do espetáculo visual e sensorial, o Chocolat Xingu também foi espaço de grandes oportunidades para produtores da região, como o senhor Nilson Curuaia, que destacou o impacto positivo do evento para a valorização do cacau amazônico.
“Hoje o nosso chocolate está sendo muito respeitado e protegido aqui na nossa cidade. Os nossos bombons já chegaram para muitos lugares e estamos trabalhando para melhorar cada vez mais. Esse festival foi uma bênção, uma maravilha para a nossa região e para a Transamazônica. É um dos melhores projetos que já vi, porque ele abre portas, cria mercado e traz reconhecimento. O pessoal comprou, gostou, se deliciou com o nosso produto”, relatou.
O evento também foi uma vitrine para pequenas e médias marcas locais, que tiveram a chance de fechar novos negócios, divulgar suas produções e fortalecer a presença no mercado nacional.
Um marco para Altamira e para o Brasil
Com um recorde histórico de visitas e um impacto econômico significativo, o Chocolat Xingu 2025 destacou o potencial da cadeia produtiva do cacau como fonte de renda e geração de empregos na Amazônia.
A expectativa agora é que o sucesso desta edição impulsione ainda mais o mercado da cacauicultura e fortaleça as próximas edições, tornando Altamira uma das capitais brasileiras do chocolate de origem amazônica.
O Chocolat Xingu 2025 foi uma realização da Prefeitura de Altamira, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) e da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), em parceria com o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap) e com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau). A organização é da MVU Promoções e Eventos, idealizadora do Chocolat Festival.
O evento contou ainda com a parceria do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e com o apoio da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Sistema Faepa/Senar, da Secretaria da Agricultura Familiar do Pará, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Governo Federal.













