Uma agenda de visitas técnicas às principais unidades e obras da rede de saúde marcou Altamira, nesta terça-feira, 10 de março, reunindo representantes da Prefeitura e do Governo do Pará para acompanhar de perto investimentos que prometem ampliar e fortalecer o atendimento na região Xingu.
A comitiva iniciou o roteiro pelo Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), onde foi anunciado o início das obras de ampliação da unidade. O projeto prevê a ampliação significativa da capacidade de atendimento do hospital.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde Pública do Pará, Ualame Machado, a estratégia do Governo do Estado é entregar os novos serviços por etapas e que parte da ampliação deve ser entregue ainda neste ano.
Segundo ele, a primeira fase da obra prevê a implantação de 35 novos leitos de UTI, ampliando o total de leitos intensivos de 19 para 54.
“O Hospital Regional passará a contar com 20 leitos de UTI adulto e 15 neonatais nessa primeira etapa. Isso representa um salto muito grande na capacidade de atendimento e ajuda a aliviar a pressão sobre o sistema de saúde da região”, explicou.
Outro avanço importante será a implantação de serviços inéditos na região, como a hemodinâmica, que permitirá a realização de procedimentos cardiovasculares como o cateterismo, evitando que pacientes precisem se deslocar para outras cidades.
Além disso, o hospital contará com uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), estrutura completa para o tratamento de pacientes com câncer.
“Não será apenas um serviço de quimioterapia. A Unacon reúne exames, procedimentos especializados e atendimento integral ao paciente oncológico. Isso significa que muitas pessoas deixarão de precisar viajar até Belém para realizar tratamento”, destacou o secretário.
O secretário adjunto de Obras Públicas do Pará, Gilmar Mota, ressaltou que as obras foram planejadas para não interferir no funcionamento do hospital.
“Estamos trabalhando junto à empresa responsável para reduzir prazos e garantir que os novos serviços cheguem o mais rápido possível à população”, afirmou.
Após a visita ao Hospital Regional, a comitiva seguiu para as obras do Hospital Materno-Infantil de Altamira, que atualmente estão paralisadas. Durante a agenda, foi anunciado que o convênio anterior será encerrado para que um novo acordo entre Estado e Prefeitura seja firmado, permitindo a retomada das obras.

Novo convênio será firmado entre Prefeitura de Altamira e o Governo do Pará para a retomada das obras do Hospital Materno-Infantil.
A proposta é que a unidade seja ampliada no perfil de atendimento, passando a atuar também como um hospital voltado à saúde da mulher, atendendo gestantes e recém-nascidos, mas também outras demandas especializadas da região.
“Nosso compromisso é reorganizar o convênio, avaliar o que já foi executado e retomar as obras o mais rápido possível para entregar esse hospital à população”, afirmou Ualame Machado.
A agenda também incluiu visita às obras da Policlínica de Altamira, que já ultrapassaram 80% de execução e entram na fase final de acabamento. A expectativa é que a unidade seja entregue ainda neste semestre. A policlínica terá papel fundamental na ampliação do acesso a consultas e exames especializados.
“Grande parte da demanda da população hoje é por exames e consultas com especialistas. A policlínica vai concentrar esses atendimentos e ajudar a desafogar tanto o Hospital Regional quanto as unidades municipais”, explicou o secretário.
A comitiva também visitou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Altamira, que tem capacidade para 12 mil pessoas por mês, além do Hospital Santo Agostinho, que atualmente possui 15 leitos contratualizados pelo Estado para auxiliar no atendimento da rede.
O prefeito de Altamira, Loredan Mello, destacou que os investimentos representam um avanço histórico para a saúde da região. “Hoje iniciamos um novo momento para a saúde da Transamazônica. A ampliação do Hospital Regional, a implantação da Unacon e a retomada do Hospital Materno-Infantil são sonhos antigos da população que começam a se tornar realidade”, afirmou.
Segundo o prefeito, a ampliação da estrutura é fundamental para atender uma região que cresce rapidamente. “Quando começamos essa luta, há quase 20 anos, a região tinha cerca de 200 mil habitantes. Hoje já são quase 400 mil pessoas dependendo desses serviços. Esses novos leitos de UTI, especialmente os de neonatologia, significam vidas sendo salvas”, ressaltou.
Para ele, os avanços só são possíveis com a união entre as esferas municipal, estadual e federal. “Saúde se faz com parceria. Quando as instituições trabalham juntas, quem ganha é a população”, concluiu.
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